terça-feira, 15 de julho de 2014

Dark Funeral, a maquina black sueca.

Dark Funeral é uma banda de black metal
da Suécia . Foi fundada em 1993 por Lord
Ahriman e Blackmoon em Estocolmo .
Tudo começou em 1993 quando Lord
Ahriman e Blackmoon (David Parland)
começaram a tocar juntos. Dark Funeral foi
o nome escolhido para este projecto. Mais
tarde, juntaram-se a eles Draugen e
Themgoroth.
Em 1994 a banda grava pela primeira vez
um álbum, auto-financiado, no estúdio de
Dan Swanö, o Uni-Sound em Janeiro. Esta EP
é lançada a dia 4 de Maio. Nesse mesmo
dia, a banda faria seu primeiro show no
Lottes Pub em Oslo, Noruega .
Depois das sessões de gravação, Draugen
deixa a banda e é substituído por
Equimanthorn. A banda assina com a No
Fashion Records e começa a preparar
músicas para um álbum completo.
No ano seguinte a banda gravou The Secrets
of the Black Arts nos estúdios Uni-Sounds,
mas a banda decide regravar o álbum nos
Abyss Studio. Durante esta nova gravação é
adicionada uma nova música ( When Angels
Forever Die ) ao álbum. A banda filma o seu
primeiro video, para a música The Secrets
Of The Black Arts.
Emperor Magus Caligula junta-se á banda
como vocalista e pouco depois, a banda
estreia-se a tocar em festivais, no Under
The Black Sun I, em Berlim .
No dia 28 de Janeiro de 96 The Secrets of
The Black Arts é lançado e licenciado para a
Metal Blade ( América do Norte) e Mystic
Production (Polónia ).
Blackmoon decide sair da banda e Alzazmon
ocupa a bateria e Typhos a guitarra .
Emperor Magus Calígula, para além de
vocalista, torna-se no baixista.
Juntamente com a banda Necromass, a
banda parte para a Satanic War Tour I pela
Europa. Em 97 a banda continua em tour
( Satanic War Tour II ), onde toca pela
primeira vez na América. Bal Sagoth e
Ancient também participam nesta tour.
Ainda em 97, a banda grava o álbum
"Vobiscum Satanas".
Em 1998 inicia-se a tour The Ineffable Kings
Of Darkness, que conta também com as
bandas Enthroned e Liar of Golgotha. Para
esta tour é contratado o baixista Dominion.
Após a participação da banda no festival
sueco Hultsfreds Festival , Thyphos é expulso
e Dominion passa a ser o guitarrista da
banda, com Calígula acumulando novamente
as funções de vocalista e baixista.
A formação da banda muda de novo,
quando Alzazmon deixa a banda, pouco
antes da banda embarcar para a tour Bleed
For Satan (com as bandas Cannibal Corpse e
Infernal Majesty). Gaahnfaust é o seu
substituto.
No ano de 99 continuam as turnés da
banda. Desta vez o destino é o México e o
estado da Califórnia . Mais tarde, juntamente
com a banda Dimmu Borgir, fazem uma
digressão pela Europa, na tour The Satanic
Inquisition.
Em 2000 a banda volta ao estúdio para
gravar a EP Teach The Children To Worship
Satan. Esta EP inclui uma nova versão de An
Apprentice Of Satan, bem como covers de
Slayer , Mayhem , Sodom e King Diamond e
um videocip.
Dark Funeral, Deicide , Immortal e Cannibal
Corpse começam uma tour, que se inicia no
festival No Mercy.
Gaahnfaust deixa a banda e Matte Modin (da
banda Defleshed) toma o seu lugar.
Em princípios de 2001 a banda volta aos
estúdios Abyss para gravar seu terceiro
álbum: Diabolis Interium. Segue-se novas
tours: pela Europa, com as bandas Tidfall,
Anorexia Nervosa e o Ragnarok; pelos
Estados Unidos, como banda de abertura de
Cannibal Corpse e Ásia. Após esta tour
Dominion abandonou a banda e é
substituído, em 2003 , por Chaq Mol.
Em 2004 a banda trocou a gravadora MNW/
No Fashion Records pela Regain Records.
Em conjunto com as bandas Goatwhore e
Zyklon deram uma série de concertos no
Japão. Seguiram-se depois o México e
Espanha .
Em Janeiro de 2005 a banda começa a
preparar materiais para lançar um novo
álbum e quatro meses depois começam as
gravações para o oitavo álbum da banda,
Attera Totus Sanctus. Seguem-se uma série
de tournés para promover este álbum.
Após vários shows promovendo o álbum, a
banda lança o nono álbum em 2009,
Angelus Exuro Pro Eternus. E no ano
seguinte Emperor Magus Caligula deixa a
banda. Caligula declarou que os motivos de
sua saída eram pessoais e que sua vida
tomou um novo rumo. Logo em seguida B-
Force e Dominator também deixam a banda.
Dominator alegou razões pessoais e
privadas sobre sua saída. Já B-Force
comunicou que era sua própria decisão
deixar a banda.
Em 19 de Março de 2013 foi anunciada a
morte de Blackmoon por Lord Ahriman.

Discografia

Álbuns de estúdio
The Secrets of the Black Arts – 1996
Vobiscum Satanas – 1998
Diabolis Interium – 2001
Attera Totus Sanctus - 2005
Angelus Exuro Pro Eternus - 2009
Ao vivo
De Profundis Clamavi Ad Te Domine –
2004
EPs
Dark Funeral - 1994
Teach Children to Worship Satan – 2000
In the Sign... – 2000
Vídeos
Attera Orbis Terrarum, Pt. 1 - 2007
Attera Orbis Terrarum, Pt. 2 – 2008


Via: wikipedia


  

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Vlad Tepes, O Dracula.

Vlad Tepes IV nasceu na Transilvânia no ano de 1431, na cidade de Sighisoara. Inventou o apelido de Dracul que significava filho daquele que pertencia à Ordem do Dragão. Mas, como em romeno Dracul quer dizer Satanás, quando o povo descobriu o que Vlad fazia mudou o nome de filho do Dragão para "filho do Demônio" (em romeno, Drácula).

O conde ficou famoso por ter empalado mais de 30.000 pessoas. A técnica de empalação consistia em deitar a pessoa no chão de braços esticados e amarrar seus braços a dois cavalos. Com uma estaca afiada e suficientemente grande para agüentar o peso da vítima ele introduzia a ponta aguda no anus do condenado e puxava os cavalos para frente. Quando a estaca estivesse bem introduzida, soltava os cavalos e enterrava a estaca na terra. O empalado ia-se enterrando pela estaca abaixo com seu peso até que lhe atravessasse a boca.

Enquanto durou seu reinado, a ordem e o respeito eram absolutos em seu reino. Ninguém se atrevia a cometer crimes com medo de serem empalados.

Ilustração de empalamento dos inimigos do conde Segundo a lenda, o Conde gostava de comer ouvindo o gemido de suas vítimas empaladas. Ele sentia prazem em ver suas vítimas agonizando enquanto jantava. Em seus momentos de sadismo, Vlad perguntava se podia fazer alguma coisa pelas vítimas e elas respondiam que queriam se livrar do sofrimento. Em resposta aos pedidos, o conde fechou imediatamente a sala de jantar e, abandonando o recinto, incendiou todas as pessoas que estavam lá dentro.

Mais tarde Vlad justificou-se dizendo que apenas fizera aquilo que os pobres lhe tinham mandado fazer. Libertara-os dos sofrimentos deste mundo.

Certo dia, quando uns embaixadores estrangeiros o vieram visitar, não tiraram o chapéu na sua presença. Este lhes perguntou porque é que o não faziam. Os embaixadores disseram-lhe que não era costume deles tirar o chapéu na presença de um homem. "Muito bem. Cabe-me a obrigação de vos manter firmes aos vossos costumes".Disse Vlad, e mandou que lhes pregassem os chapéus à cabeça.

Vlad também condenava pessoas do seu povo para serem castigadas. Elas podiam ser esfoladas, mutiladas, cozidas vivas ou mortas na fogueira. Enquanto passeava pelo campo reparou num camponês que tinha a camisa rasgada e foi-lhe perguntar se ele não tinha mulher, ao que este lhe respondeu que sim. Vlad pediu então para este o levar até ela. Quando chegou perguntou à mulher se ela era saudável e se as colheitas tinham sido boas. A mulher respondeu que sim. "Então não ha nenhuma razão para o teu marido andar com a camisa rasgada".Disse-lhe Vlad. E em seguida empalou-a em plena praça pública como lição a todas as mulheres preguiçosas e que não se interessam pelo marido.

Mesmo aclamado por toda a Europa por seu sucesso na guerra contra os turcos, a população não agüentava mais sua tirania e crueldade e falsificaram uma carta dizendo que ele se voltaria para o lado do inimigo. O conde foi preso e ficou 12 anos trancado em sua cela.

Nesse longo tempo que ficou preso, Vlad fez amizades na prisão com os guardas que lhe forneciam ratos e pequenos animais para serem empalados, apenas por diversão.

Quando foi solto, Vlad tomou seu trono de volta, mas morreu pouco tempo depois em uma batalha com os turcos.

Diz-se que, nos anos 30, numa busca ao tumulo de Drácula, no Mosteiro de Snagov, Romênia, foram encontrados só ossos de um animal

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Elizabeth Bathory, sanguinaria condessa de ecssex.

Nasceu em 1560. Era considerada uma das
mulheres mais belas da altura. Poderia ser
muito atraente por fora, mas o seu interior
revelava uma pessoa muito
diferente.Elizabeth era uma sanguinária por
natureza e há quem diga que assim o era
devido a traumas de infância. Casou
muito nova com o conde Ferencz Nadasdy
de quem teve três filhos. O conde era um
guerreiro conhecido e respeitado e como tal
estava constantemente em guerras fora do
seu castelo e da sua terra. Aproveitando isso
e talvez por se sentir sozinha, Elizabeth
começou então a buscar prazeres noutros
lados.As influências foram surgindo da parte
da sua tia, uma lésbica muito conhecida na
altura e a partir daí, Elizabeth começou a
partilhar o mesmo gosto por esse tipo de
aventuras, participando em várias orgias
organizadas pela sua tia.Recebeu também
muitas influências da parte de criados seus
que praticavam as artes da magia negra.
Uma visita pela sua vida...
A história da vida de Elizabeth começa na
antiga fronteira entre a Roménia e a Hungria
no castelo Ecsed, onde a família Bathory
estava instalada.Em 1560, George Bathory
(de descendência Ecsed) e Anna Bathory (de
descendência Somlyo) tiveram uma filha,
Elizabeth, fruto de um casamento entre duas
nobres, mas decadentes famílias húngaras.A
família Bathory era uma das mais ricas e
poderosas famílias protestantes em toda a
Hungria.Nela existiram dois dos mais
importantes príncipes reinantes na
Transilvânia, um vasto número de heróis de
guerra, oficiais da igreja na Hungria e até
mesmo um grande construtor de impérios,
Stephen Bathory, príncipe da Transilvânia e
rei da Polônia.Para além destes nobres a
família Bathory era constituída por mais
pessoas de um foro não tão nobre.Elizabeth
tinha um tio que era supostamente adicto
aos rituais e adoração em honra de Satanás,
uma tia, (de quem já falei), Klara Bathory,
conhecida como lésbica e bissexual que se
divertia a torturar criados e ainda um
irmão, Stephan, conhecido pela sua fama de
bêbado e libertino.
Passemos então a alguma informação sobre a
condessa, apresentando um incidente
acontecido durante a sua infância e que nos
pode esclarecer acerca das suas atitudes:
Não se sabe bem quando, mas imagina-se
que esta cena se passou entre os seis e os
onze anos de Elizabeth, quando um grupo de
ciganos foi chamado ao castelo de Ecsed (na
altura sua casa) para divertir a corte.Durante
a estadia dos ciganos no castelo um deles
foi acusado de vender crianças aos
turcos.Foi levado a julgamento, considerado
culpado e sentenciado à morte.Elizabeth
lembrava-se do choro do cigano durante a
noite, lamentando a sua sentença e isso
deve tê-la impressionado. De madrugada,
Elizabeth escapou à vigilância da sua ama e
correu para fora do castelo para ver a
punição.Aí viu um cavalo no chão,
moribundo, e alguns soldados a abrirem-lhe
a barriga. Três dos soldados agarraram então
no cigano e puseram-no dentro da barriga
do cavalo, deixando-o apenas com a cabeça
de fora e seguidamente coseram a barriga
com uma agulha e linha.Outro relato que se
conhece, mas não se sabe se é verídico é o
seguinte:
- Aos nove anos de idade, um grupo de
rebeldes atacou o seu castelo. A maior parte
deste foi destruída e muitas das pessoas que
lá viviam foram torturadas, violadas e
posteriormente mortas.Elizabeth e as suas
duas irmãs Anichka e Shandra foram levadas
pelas suas amaspara se esconderem na
floresta.Elizabeth encontrou refúgio numa
árvore, mas as suas irmãs foram encontradas
e torturadas até à morte. Elizabeth não teve
outra escolha senão ver as suas irmãs e aias
a serem violadas e mortas.Mais tarde
encontrou o caminho para casa e viu os
assassinos sentados numa mesa, posta fora
do castelo, com o seu líder, Dozsa, numa
cadeira de ferro, com fogo no fundo da
mesma estando ele a ser cozinhado. Os
outros assassinos foram obrigados a comer a
carne cozinhada do seu líder. Parece que
alguns não se importaram muito, talvez
porque tinham fome na altura... Foram
depois mortos.Esta punição foi infligida neles
quando foram apanhados e o tio de
Elizabeth pronunciou a sentença.O castelo foi
restaurado, mas ninguém pôde preencher o
vazio causado pela perda das irmãs e pai de
Elizabeth.Embora isto não seja uma desculpa,
para o posterior comportamento de
Elizabeth, podemos perceber mais um bocado
das suas atitudes anos mais tarde.Estes e
mais alguns incidentes durante a sua
infância, influenciaram a sua idéia do que
seria um comportamento correto e conceitos
de moralidade.
Um olhar sobre a mulher:
Ao contrário de muitas mulheres da altura,
Elizabeth foi muito bem educada e a sua
inteligência ultrapassava até mesmo a de
muitos homens. Ela era excepcional, tornou-
se fluente em húngaro, latim e alemão
quando a maior parte dos nobres húngaros
nem sequer sabiam escrever. Até mesmo o
príncipe regente daTransilvânia nesse tempo
tinha pouca educação.Alguns professores
modernos e contemporâneos dizem que
embora ela fosse louca e capaz de fazer
inúmeras atrocidades, era também uma
pessoa com pleno controlo das suas
faculdades.
O seu futuro marido:
Em 1555, Ferenc Nadasdy nasce no seio de
uma família que por direito de nobreza era
tão prestigiosa quanto a dos Bathory, mas
não era nem tão rica nem tão antiga.A
educação de Ferenc foi meticulosamente
documentada pela sua mãe, Ursula, viúva,
durante o período entre 1567 e 1569 altura
em que ele andava na escola de Vienna.Estes
documentos comprovam que Ferenc não era
um bom estudante. Mal aprendeu a escrever
húngaro e a escrever e ler um pouco de
alemão e latim.Ferenc desenvolveu-se como
um atleta e pouco mais.Embora tivesse
adquirido pouca educação acadêmica era
certamente popular entre os seus colegas.
Em 1571, aos 16 anos, graças às cuidadosas
manipulações de sua mãe, Ferenc ficou
noivo de Elizabeth, quando esta tinha apenas
11 anos de idade.
O casamento:
Ferenc casou com Elizabeth a 8 de Maio de
1575 num acontecimento de gala onde até o
Santo Imperador Romeno Maximian II foi
convidado a estar. Sabe-se que ele não pôde
ir devido a viagens, mas enviou uma
delegação para o representar e um caro
presente de casamento.O casamento, que
juntou as duas proeminentes famílias
protestantes realizou-se no castelo Varanno,
onde o jovem Conde Ferenc Nadasdy juntou
o nome da condessa ao seu. Mas Elizabeth,
naquela altura já emancipada, escolheu
permanecer uma Bathory a ficar apenas com
o nome dela, já que o seu nome era mais
antigo e mais ilustre que o dele.
O desenrolar da história:
Ferenc escolheu a guerra como carreira e já
não permanecia muito em casa, deixando
assim Elizabeth no castelo Sarvar reinando e
especialmente disciplinando os criados. A
Condessa levava essa disciplina a um ponto
considerado hoje sadismo.Bater nas criadas
com um cacete era a menor das suas
punições, de acordo com os relatos.
Freqüentemente ela espetava alfinetes na
parte superior e inferior dos lábios das
raparigas...na sua carne...e debaixo das
unhas.Uma punição particularmente dura era
arrastar as raparigas para a neve, fora do
castelo, onde ela ou as suas aias despejavam
água fria nelas até morrerem
congeladas.Durante os primeiros 10 anos de
casamento, Elizabeth e Fernenc não tiveram
filhos já que estavam muito pouco tempo
juntos, dado o seu empenhamento na sua
carreira militar, mas por volta de 1585,
Elizabeth deu à luz uma rapariga que
chamou de Anna. Nos nove anos seguintes
deu à luz Ursula e Katherina e em 1598
nasceu o seu primeiro filho, Paul. A julgar
pelas cartas que ela escreveu a parentes,
Elizabeth era uma boa mãe e esposa, o que
não era de surpreender visto que os nobres
costumavam tratar a sua família imediata de
maneira muito diferente dos criados mais
baixos e classes de camponeses.Uma das
coisas que Elizabeth fazia para se divertir
durante a ausência do conde era visitar a
sua tia Klara, a tal bissexual assumida de
quem já falei. Rica e poderosa, Klara tinha
sempre muitas raparigas disponíveis.Sendo
assim, Elizabeth divertia-se muito nas suas
visitas à tia, fato revelado pela freqüência
das mesmas. Enquanto isso, Ferenc criava
um grande nome para si próprio. Em
meados de 1598, Ferenc era um conhecido
herói de guerra: era um de cinco heróis
conhecidos como o quinteto profano que
inspirava o terror nos turcos que até mesmo
o coroaram com uma popular alcunha
reveladora do medo por eles sentido.
Chamaram-no de "Cavaleiro Negro da
Hungria".Durante essa mesma altura, a coroa
começou a ter problemas por causa do
pagamento aos seus heróis e acabou por
gerar uma enorme dívida monetária à família
Nadasdy, de quem Elizabeth agora fazia
parte.
A morte do Conde
No final de 1603, Ferenc ficou subitamente
doente e acabou por morrer na manhã de 4
de Janeiro de 1604, quando uma forte
nevada caiu no castelo Servar.Nunca se
chegou, a saber, se Ferenc tinha
conhecimento das atividades homicidas da
sua mulher, mas sabe-se que durante o
tempo que estava em casa também gostava
de torturar os criados. Quando Ferenc
permanecia em casa durante as raras tréguas
com os turcos, juntava-se a Elizabeth e
planeavam métodos de tortura, não
chegando, no entanto, a ponto de matar os
próprios criados como Elizabeth fazia.Apenas
quatro semanas depois da morte do seu
marido, Elizabeth decidiu que já tinha
lamentado a morte dele o suficiente e
depressa se apressou a fazer aparições na
corte.Muitos historiadores pesquisadores da
vida da Condessa dizem que a morte de
Ferenc foi o impulso suficiente para a sua
reputação de usar os banhos de sangue para
fins cosméticos.Os relatos mostram que o
seu comportamento sádico começou em
força depois da morte do seu marido e
indicam que nenhuma das testemunhas no
julgamento mencionou o facto da Condessa
se banhar em sangue.
Uma possível justificação sobre o medo do
envelhecimento demonstrado pela Condessa.
Uma antiga lenda diz que em certa altura
enquanto passeava com um jovem
cavalheiro, Elizabeth foi verbalmente abusiva
para uma senhora idosa, pois a Condessa
achou que o aspecto da senhora era
repulsivo.A senhora respondeu: "Cuidado, ó
vaidosa, em breve ficarás como eu e depois,
o que farás?” Esta foi outra das razões
apresentada para justificar a obsessão de
Elizabeth com a idade e o envelhecimento,
apesar de não haver evidências em nenhum
documento que comprovem este evento.Vale
a pena mencionar aqui algumas outras
lendas embora novamente aqui falte
documentação para comprovar estas
histórias.A prática sanguinária de Elizabeth
começou quando uma criada acidentalmente
puxou o cabelo da Condessa enquanto o
estava a pentear.Elizabeth instintivamente
bateu na rapariga com tanta força que a
mesma começou a sangrar, fazendo com que
o sangue espirrasse para a mão da
Condessa.Ao princípio Elizabeth ficou
enraivecida e apanhou uma toalha para
limpar o sangue, mas subitamente reparou
que à medida que o sangue ia secando a
sua pele parecia ter retomado a mesma
brancura e jovialidade da pele das jovens
camponesas.Embora pareça que ela nunca
tomou banho em sangue de raparigas, vários
relatos mostram que as torturava de tal
maneira que ficava ensopada no sangue
delas tendo de trocar de roupa antes de
poder prosseguir.Elizabeth poderia ter
continuado com esta moda de torturar
criados até à morte, à sua vontade e
indefinidamente, porque até os clérigos
naquele tempo consentiam que os nobres
tratassem os seus criados da maneira que
quisessem, por mais cruel que essa fosse e
legalmente não faziam nada.
Os seus cúmplices
Acompanhando a Condessa nestas ações
macabras estavam um servo chamado apenas
de Ficzko, Helena Jo, a ama dos seus filhos,
Dorothea Szentos (também chamada de
Dorka) e Katarina Beneczky, uma lavadeira
que a condessa acolheu mais tarde na sua
sanguinária carreira.Entre os anos de 1604 e
1610 uma misteriosa mulher de nome Anna
Darvulia, que provavelmente era amante de
Elizabeth, juntou-se a ela e ensinou-lhe
novas técnicas de tortura. Passou a ser uma
das mais ativas sádicas nas práticas de
Elizabeth.Depois de um severo golpe, que a
deixou cega, Darvulia deixou o seu trabalho
a Elizabeth, Helena Jo e Dorka, certa de que
as tinha ensinado bem.Completamente em
pânico, algumas raparigas tentaram em vão
escapar-se do castelo, embora se saiba que
poucas o conseguiram. Aquelas que
escapavam, eram logo encontradas e punidas
da maneira a seguir relatada: “... uma
rapariga de 12 anos chamada Pola conseguiu
escapar do castelo, mas Dorka, ajudada por
Helena Jo, apanhou a assustada rapariga de
surpresa e levou-a à força para o castelo de
Csejthe.A Condessa recebeu a rapariga no
seu retorno. Estava furiosa, novamente.
Avançou para a rapariga e forçou-a a entrar
numa espécie de jaula, construída com a
forma de uma grande bola, demasiado
estreita para ser possível a pessoa sentar-se
e demasiado baixa para se poder permanecer
em pé.Uma vez colocada a rapariga lá
dentro a jaula era erguida por uma roldana
e dezenas de espigões ressaltavam de dentro
dela.Pola tentou não ser apanhada pelos
espigões, mas Ficzko manuseou as cordas de
modo a que a jaula oscilasse para os lados.
A carne de Pola ficou desfeita.Com a morte
de Darvulia, na altura em que Elizabeth
atingiu os seus 40 anos, esta tornou-se
ainda mais descuidada.Era Darvulia que se
certificava que as vítimas seriam apenas
camponesas e que nenhuma rapariga da
nobreza era levada, mas com a sua morte e
também com as dúvidas das camponesas
acerca das maravilhas do castelo Csejthe,
Elizabeth começou então a escolher raparigas
da baixa nobreza. Sentindo-se sozinha, a
Condessa juntou-se à viúva de um fazendeiro
da cidade vizinha de Miava. O nome dela
era Erzsi Majorova.Aparentemente foi ela que
encorajou Elizabeth a ir atrás de raparigas
de berço nobre para além de continuar a
sua busca entre as camponesas.As
atrocidades de Elizabeth continuaram: Um
cúmplice seu testemunhou que em alguns
dias Elizabeth deitava raparigas nuas no chão
do seu quarto e torturava-as de tal maneira
que o chão ficava inundado de
sangue.Elizabeth teve de pedir aos criados
que trouxessem um tapete para tapar as
poças de sangue.Uma jovem aia que não
conseguiu agüentar as torturas e morreu
muito rapidamente mereceu o seguinte
comentário no diário da Condessa: "Ela era
muito pequena...” Elizabeth chegou a um
ponto na sua vida em que ficou muito
doente e não conseguia levantar-se da cama
nem arranjar forças para torturar as suas
criadas. Ordenou então que lhe fosse trazida
uma das suas jovens criadas.Dorothea
Szentes, uma rude mulher camponesa
arrastou uma das criadas jovens de Elizabeth
para o seu lado e segurou-a aí.Elizabeth
ergueu-se da sua cama e tal como um cão
raivoso abriu a boca e mordeu a rapariga na
face. Depois seguiu para os ombros onde
rasgou um pedaço de carne com os
dentes.Depois disso, Elizabeth mordeu os
seios da rapariga.
O seu maior erro:
Elizabeth deixou de ter o cuidado de
providenciar enterros cristãos, feitos pelo
pastor protestante do local, pelo menos
inicialmente. Depois de algum tempo, o
pastor recusou-se a prosseguir com estes
ritos, pois haviam muitas raparigas mortas
por causas desconhecidas e misteriosas, mas
sempre levadas a cabo por Elizabeth.Ela
ameaçou-o então para que ele não revelasse
os seus atos e continuou a ter os corpos
enterrados secretamente.Mais perto do fim,
os corpos começaram a serem deixados em
locais perigosos (nos campos junto ao
castelo, na horta perto da cozinha, etc.)
Estas ações contribuíram muito para a
descoberta dos seus crimes.
Pormenores e descoberta dos crimes:
Ao longo do seu reinado como "Condessa
Sanguinária", depois da morte do seu
marido, outro dos seus propósitos foi fazer
com que o rei húngaro, Mathias II pagasse
as dívidas que tinha ao seu falecido marido
Ferenc, de modo a que ela pudesse
continuar com a sua vida sem
preocupações.O rei não pagou essas dívidas
e Elizabeth teve de vender dois castelos
pertencentes à sua família nos arredores da
Transilvânia.Estas ações chamaram a atenção
do primo de Elizabeth, o conde Thurzo.O
conde, reconhecendo o perigo deste
procedimento, reuniu o resto do clã Bathory
e planeou mandar exilar Elizabeth num
convento onde iria findar os seus dias.Os
planos do conde Thurzo para conseguir
salvar a família foram interrompidos
quando:- no Inverno de 1610, Elizabeth
achou que a sua posição social era intocável
perante a lei, desde que os seus criados
lançassem raparigas mortas das muralhas do
castelo para um sítio descampado onde
existiam lobos vorazes. Mas, esta cena foi
vista pelos habitantes da vila de Csejthe, que
informaram os oficiais do rei.O rei e os
altos oficiais da igreja forçaram o rei Thurzo
a agir, e ele assim o fez, pretendendo
apenas proteger os interesses da família
Bathory. O ataque foi planeado para ser
feito no feriado de Natal, enquanto o
Parlamento Húngaro não estava reunido.A 29
de Setembro de 1610 foi efetuado o ataque
ao castelo Csejthe.Não houve necessidade de
fazer um ataque noturno de surpresa, pois
ao longo dos anos, as evidências dos crimes
de Elizabeth foram-se acumulando.Quando o
grupo de ataque chegou à mansão senhorial
de Elizabeth, encontraram o corpo de uma
criada espancada mesmo antes de entrarem,
pois Elizabeth e os seus cúmplices não se
tinham preocupado em enterrar o
corpo.Dentro da casa, os nobres depararam-
se ainda com os corpos de mais duas
raparigas, muito marcadas pelas torturas
estando uma delas ainda viva.Na carta que
escreveu à sua mulher, o conde Thurzo
disse: "Tomei a mulher Nadasdy em
custódia, ela foi imediatamente levada para
a sua fortaleza... Irá ser bem vigiada e
mantida em forte imprisionamento até Deus
e a lei decidirem acerca dela... Esperarei
apenas até que a mulher acusada seja levada
para a fortaleza e se instale num quarto
próprio para ela”.O conde Thurzo não
esperou por Deus e a lei, pois decidiu que
Elizabeth não devia ser levada a tribunal,
mas sim sentenciada a permanecer presa no
seu castelo Csejthe.
Os julgamentos:
Os julgamentos em 2 e 7 de Janeiro de
1611 foram feitos apenas para satisfazer um
ato oficial.Durante os julgamentos, os
testemunhos dos seus cúmplices, Ficzko,
Dorka, Katharina Beneczky e Helena Jo foram
ouvidos. Erzi Majorova foi julgada muito
mais tarde porque desapareceu. É importante
salientar que as quatro testemunhas
mencionaram apenas entre 30 e 60 mortes,
mas uma quinta testemunha, ouvida no dia
7 de Janeiro, revelou a peça do puzzle que
faltava.O testemunho mais surpreendente
veio de uma mulher, identificada apenas
como "senhora Zusanna", não tendo sido
mencionado o seu último nome, que depois
de descrever as torturas feitas por Helena
Jo, Dorothea e Ficzko...e de ter pedido um
atenuante para Katarina Beneczky, revelou a
evidência mais chocante deste julgamento:
existia uma lista ou registro (que se
encontrava num cesto de desenhos), feito
pela Condessa onde a própria revelava o
número de raparigas mortas até então:
foram 650.Os criados foram considerados
culpados e as suas penas deliberadas da
seguinte maneira:- Em primeiro lugar, Helena
Jo, seguida por Dorothea Szentes, as então
chamadas de culpadas do grande crime
foram condenadas a: os seus dedos seriam arrancados pelo
executor público com uma pinça
incandescente e posteriormente os seus
corpos deveriam ser atirados ainda vivos
para o fogo.- Ficzko foi decapitado. O seu
corpo, exangue, juntar-se-ia ao dos seus
cúmplices e seria também queimado.Apenas
Katharina Beneczky escapou à sentença de
morte.Mais tarde, a 24 de Janeiro de 1611,
Erzsi Majorova foi encontrada, considerada
culpada e executada.Apenas Elizabeth não foi
trazida perante a corte e julgada, graças a
uma carta escrita pela sua poderosa família
e às maquinações do conde Thurzo.
A sentença de Elizabeth:
A sentença de Elizabeth foi proferida pelo
próprio conde Thurzo: "Tu, Elizabeth, és
como um animal" - disse ele - "estás nos
últimos meses da tua vida. Não mereces
respirar o ar nesta terra, nem ver a luz do
Senhor. Irás desaparecer deste mundo e
nunca mais irás aparecer. As sombras irão
encobrir-te e terás tempo para te
arrependeres da tua brutal vida. Condeno-te,
Senhora de Csejthe, a seres impressionada
perpetuamente no teu próprio
castelo."Trabalhadores foram chamados para
tapar totalmente as janelas e a porta com
tijolos do quarto de Elizabeth no castelo de
Csejthe onde ela passaria o resto da sua
vida. Seria deixado aberto apenas um
pequeno orifício por onde passaria a comida
e o ar. Fora desta cena, quatro forcas foram
mandadas construir nos quatro cantos do
castelo para demonstrar aos camponeses que
justiça havia sido feita.Em 31 de Julho de
1614, Elizabeth deu a conhecer a sua última
vontade em testamento a dois padres
catedráticos da diocese de Esztergon. Ela
desejou que todos os bens que restassem da
sua família fossem divididos igualmente pelos
seus filhos e descendentes.
Acerca da sua morte:
Em Agosto do ano de 1614 um dos
carcereiros da Condessa quis vê-la, pois era
sabido que ela tinha sido (ou era ainda) uma
das mulheres mais bonitas da
Hungria.Espreitando através da pequena
abertura na sua cela de paredes, ele viu a
Condessa deitada no chão.Elizabeth Bathory
estava morta aos 54 anos.O seu corpo
deveria ter sido enterrado na igreja da
cidade de Csejthe, mas os habitantes
acharam repugnante a idéia de ter a "infame
Senhora" sepultada na cidade.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Loki- Deus do fogo, Senhor das tavessuras

Na Mitologia Nórdica , Loki é um deus, ou um
jotun (gigantes que se opõem aos deuses), filho
de Farbanti e Laufey, irmão de Helblindi e
Býleistr. É o deus do fogo, da trapaça e da
travessura, está também relacionado à magia,
podendo assumir forma que quiser. Ele não faz
parte dos Aesir (o clã de deuses que residem
em Asgard), apesar de viver ali. É geralmente
visto como um grande símbolo da maldade e
da trapaça, e, embora suas artimanhas
geralmente causem problemas a curto prazo
aos deuses, estes frequentemente se
beneficiam com elas no fim. É notadamente
uma das figuras mais profundas,
representativas e complexas da Mitologia
Nórdica.
Ele domina um majestoso conhecimento em
estratégia, usando suas habilidades para
interesses próprios, fabricando e elaborando
intrigas e densar mentiras. Por ser um mestiço
entre deus e jotun, a sua relação com os
outros deuses é bastante problemática.
Segundo as lendas nórdicas, Loki será liderará
um exército durante os eventos da Ragnarok.
Loki é muito respeitado por Thor , tendo
ajudado-o a recuperar o seu martelo mágico
Mjölnir, que fora roubado por gigantes. Além
do martelo, Loki também obtém alguns dos
artefatos mais importantes dos deuses como a
lança de Odin, Gungnir, os cabelos de ouro de
Sif e o navio mágico de Freyr, o Skidbladnir.
Os registros que temos hoje em relação a Loki
vêm principalmente da Edda, em verso e em
prosa. Esses trabalhos são as mais importantes
fontes de de informações sobre a Mitologia
Nórdica original e os heróis germânicos. Loki
também é citado nos Poemas Rúnicos, na
poesia dos escaldos, sendo também muito
recorrente em todo o folclore escandinavo.
Algumas teorias o conectam à figura do deus
Lóðurr, um dos irmãos de Odin.
As atitudes de Loki mostram sempre o seu lado
maléfico e degenerado, mas geralmente ele
está a buscar algo de bom, apesar de irem
contra os seus objetivos originais. Apesar das
sua ações, Loki não é considerado um deus
perigoso. Os outros deuses sempre fazem uso
da sua criatividade quando estão a enfrentar
problemas potencialmente sem solução ou
esperança. Muitos estudiosos afirmam que essa
visão de um deus demoníaco e destrutivo é
exclusivo da perspectiva cristã. Apesar do seu
lado corrompido, Loki é um os personagens
que acabam se tornando grandes aliados dos
deuses. Além disso, a imagem de Loki
representa o "caos necessário" para a busca do
progresso. Princípios cristãos introduzidos na
Escandinávia acabaram por destacar apenas o
de mais maldoso nas características de Loki.
Embora já muitos estudos tenham sido feitos
sobre a figura desse deus, a sua história ainda
é considerada bastante obscura. Não há traço
religioso algum na etimologia do seu nome.
Loki também é usado em muitas referências na
cultura popular moderna. Durante o século
XIX, Loki foi retratado em muitas e variadas
maneiras, muitas vezes em desacordo com as
suas histórias originais. O conceito de Loki
variou muito durante esse século. Muitas vezes
visto como uma figura horrenda, e outras
como uma espécie de Prometeu nórdico.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Ah Puch, Deus da morte.

A h Puch é o rei e Deus de Xibalbá, o
inferno. Descrito como um esqueleto ou
cadáver com um rosto de jaguar adornado
com sinos, é o deus da morte. Tem como
cabeça um crânio, e as costas nuas mostrando
partes da coluna vertebral; se seu corpo está
coberto de carne, ela aparece inchada e com
círculos negros que sugerem a sua
decomposição. Os acessórios imprescindíveis
de sua vestimenta são ornamentados em forma
de cascavéis. Ah Puch, antítese de Itzamná,
tem, como ele, dois hieróglifos de seu nome, e
é depois dele, a única divindade que se
distingue desta maneira. O primeiro representa
um cadáver com os olhos fechados pela morte,
e o segundo, é a própria cabeça do deus com
seu nariz longo, as mandíbulas descarnadas e
como prefixas, uma faca de sílex (vidro
vulcânico) para os sacrifícios. O deus da morte
era a divindade padroeira do dia Cimí, que
significa morte, em maia. No caso de Ah Puch,
estamos diante de uma divindade de primeira
classe, fato comprovado pela frequência em
que é representado nos códigos. Como chefe
dos demônios, reinava no mais baixo dos nove
mundos subterrâneos dos maias. Ah Puch é
uma divindade malévola e sua figura está
frequentemente associada com o deus da
guerra e dos sacrifícios humanos, e seus
companheiros constantes são o cachorro, a
ave Moán e a coruja, consideradas criaturas de
mau agouro e morte. Em certas ocasiões é
denominado Senhor do nono inferno ou o
Destruidor de Mundos.