terça-feira, 1 de julho de 2014

Ah Puch, Deus da morte.

A h Puch é o rei e Deus de Xibalbá, o
inferno. Descrito como um esqueleto ou
cadáver com um rosto de jaguar adornado
com sinos, é o deus da morte. Tem como
cabeça um crânio, e as costas nuas mostrando
partes da coluna vertebral; se seu corpo está
coberto de carne, ela aparece inchada e com
círculos negros que sugerem a sua
decomposição. Os acessórios imprescindíveis
de sua vestimenta são ornamentados em forma
de cascavéis. Ah Puch, antítese de Itzamná,
tem, como ele, dois hieróglifos de seu nome, e
é depois dele, a única divindade que se
distingue desta maneira. O primeiro representa
um cadáver com os olhos fechados pela morte,
e o segundo, é a própria cabeça do deus com
seu nariz longo, as mandíbulas descarnadas e
como prefixas, uma faca de sílex (vidro
vulcânico) para os sacrifícios. O deus da morte
era a divindade padroeira do dia Cimí, que
significa morte, em maia. No caso de Ah Puch,
estamos diante de uma divindade de primeira
classe, fato comprovado pela frequência em
que é representado nos códigos. Como chefe
dos demônios, reinava no mais baixo dos nove
mundos subterrâneos dos maias. Ah Puch é
uma divindade malévola e sua figura está
frequentemente associada com o deus da
guerra e dos sacrifícios humanos, e seus
companheiros constantes são o cachorro, a
ave Moán e a coruja, consideradas criaturas de
mau agouro e morte. Em certas ocasiões é
denominado Senhor do nono inferno ou o
Destruidor de Mundos.

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